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name: salvar
description: >
  Encerra a sessão de trabalho gravando um resumo dela na caixa de entrada do segundo cérebro e
  subindo pro GitHub. Funciona de qualquer pasta do computador — a skill sabe onde o cérebro
  mora. Use quando {{DONO}} disser "salvar", "salva a sessão", "guarda isso no cérebro",
  "encerrar", "fechar a sessão", "registra o que a gente fez". NÃO use para curar a caixa de
  entrada (isso é /ingestao, e roda dentro da pasta do cérebro).
disable-model-invocation: true
---

<!-- disable-model-invocation: esta skill dá push (sobe conteúdo pro GitHub).
     Só roda quando {{DONO}} pede o comando /salvar — nunca disparada sozinha pelo modelo. -->

# /salvar — fecha a sessão e guarda no cérebro

> Isto é o "salvar o jogo". Enquanto você trabalha, tudo vive só na conversa — e conversa some.
> O `/salvar` transforma o que foi feito num item da caixa de entrada do cérebro, que o
> `/ingestao` depois transforma em memória de verdade.

## Passo 1 — Achar o cérebro

```bash
CEREBRO="$(cat ~/.claude/cerebro-path 2>/dev/null)"
[ -d "$CEREBRO/.git" ] || CEREBRO="$(git rev-parse --show-toplevel 2>/dev/null)"
echo "CEREBRO=$CEREBRO"
```

Se sair vazio, avise: *"não achei o segundo cérebro neste computador — ele foi clonado? o
caminho fica anotado em `~/.claude/cerebro-path`"*. **Não crie pasta nenhuma por conta própria.**

## Passo 2 — Escrever o resumo da sessão

Arquivo: `$CEREBRO/inbox/AAAA-MM-DD-HHMM-<slug>.md`, com este formato:

```markdown
---
tipo: triagem
status: na-fila
origem: guardiao
canal: claude-code
captado_em: AAAA-MM-DD
destino_proposto: "<sua melhor aposta de onde isto deve morar>"
relacionado_sugerido:
  - "<caminho de nota existente com que isto conversa>"
---

# Sessão — <o que foi feito, em uma frase>

## O que foi feito
Prosa curta e factual. O que mudou de verdade.

## Decisões
O que foi decidido, com as palavras de quem decidiu. Se não houve decisão, escreva "nenhuma".

## Pendências
O que ficou em aberto e qual o próximo passo. Só o que é obrigação de {{DONO}}.

## ⇒ Proposto na aprovação
O que eu sugiro que o /ingestao faça com isto.
```

Regras que valem sempre:

- **Preserve o literal** de números, valores e prazos. "Talvez" não vira "vai".
- **Ponto levantado ≠ tarefa combinada.** Só é pendência o que {{DONO}} assumiu.
- Se a sessão foi trivial (pergunta solta, teste), **não salve** — não polua o cérebro. Diga isso
  em uma linha.
- **Nunca** escreva token, senha ou chave no resumo. Se apareceu algum na sessão, escreva
  "credencial tratada" e mais nada.

## Passo 3 — Subir

```bash
cd "$CEREBRO"
ARQUIVO="inbox/<o arquivo que você acabou de escrever>.md"
[ -e "$ARQUIVO" ] || { echo "ABORTAR: não escrevi $ARQUIVO"; exit 1; }
git add -- "$ARQUIVO"      # NUNCA "git add ." nem "-A"
git commit -m "sessao: <resumo em 6 palavras>"
git pull --rebase
git push
```

- `nothing to commit` → não é erro: já estava salvo. Avise em uma linha.
- `has no upstream branch` → `git push -u origin "$(git rev-parse --abbrev-ref HEAD)"`, uma vez só.
- `Authentication failed` / pedido de senha → **pare e avise**: "o git deste computador não está
  conectado ao GitHub. É uma vez só: `gh auth login`."
- Conflito no `pull --rebase` → **pare**. "O cérebro mudou em outro lugar e bateu com o que
  salvamos aqui. Não vou resolver sozinho para não apagar nada — seu trabalho está salvo no
  computador." Nunca `--force`, nunca re-clonar.

## Passo 4 — Fechar

Diga em duas linhas o que foi salvo e onde, e lembre: *"na próxima sessão, `/ingestao` leva isto
para o lugar definitivo."*

## Por que isto vai para a caixa de entrada, e não direto para a memória

Porque no fim de uma sessão você sabe o que **aconteceu**, mas ainda não sabe o que aquilo
**significa** para o resto do cérebro. Essa decisão é do `/ingestao`, com {{DONO}} olhando. Quem
grava direto na memória acaba com um cérebro cheio de fatos que ninguém confirmou.
